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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Limitar-se é regredir


Determinar uma fronteira não significa apenas dividir ou limitar duas regiões, vai muito além. Podem-se criar barreiras em pensamentos, em objetivos, em épocas distintas, na matemática, na ciência, na história e em muitos outros aspectos. Muitas vezes estas fronteiras são criadas para serem ultrapassadas ou simplesmente para estagnar sonhos e projetos.

Na evolução, por exemplo, Lamarck ultrapassou a barreira do criacionismo alegando a lei do uso e do desuso. Que mais tarde ajudou Darwin a ser aceito com suas ideias de seleção natural. Se a ciência tivesse parado aí, até hoje estaríamos divididos entre o darwinismo e o criacionismo. Todavia, surgiu o neodarwinismo defendido pro Julian Huxley, que implementou a genética no conceito de seleção natural.

A matemática torna-se outro exemplo. Apelidada de ciência exata, no decorrer os anos não sofreu muitas mutações, contudo não se pode falar que ela limitou-se somente no dois mais dois. Foram adicionadas ideias e fórmulas novas para resolver a exatidão matemática. Ideias estas descobertas por Báskara, Pitágoras e muito outros.

No decorrer da história foram-se criados e descobertos, vários pontos que hoje formam todo o ensino que recebemos ao longo da vida. Porém, não é certo ver tudo o que aprendemos, como algo que não possa ser mudado. Limitar-se é regredir. Fronteiras devem ser ultrapassadas. Desafios devem ser vencidos.

É como empurrar uma fronteira para o futuro para que algum dia outra pessoa a empurre para mais longe. Essa fronteira não é aquela fixa que delimita dois países, mas uma fronteira móvel que pode ser empurrada por qualquer um que ultrapassar os seus limites.



Mayara Souza

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